RETIRO DA UNIÃO MASCULINA - UMADE

Retiro da União Masculina do setor Getsemani do Ministério Edificar. Sobradinho - Brasília.

União Masculina da Assembleia de Deus Ministério Edificar

Novo ano, nova visão que venha 2012, uma grande festa esta sendo preparada para você- Brasília

UMADE - União das Mocidades da Assembleia de Deus Ministério Edificar

Novo ano, nova visão que venha 2012 e mais uma grande festa- Brasília

UMADE - União das Mocidades da Assembleia de Deus Ministério Edificar

Grande congresso para os dias 26, 27 de Novembro não percão vai ser uma benção - Brasília

TABLETS, MUITO MAIS DO QUE VOCÊ IMAGINA...

Conquiste o seu, mais informações procure o Ministério de Louvor - Brasília

CRIAÇÃO DE CAMISA PARA EBD

Criação de camiseta para Escola Biblica Dominical para a Igreja Assembéia de Deus Sobradinho - Brasília

CRIAÇÃO DE CAMISA PARA UNIÃO FEMININA

Criação de camiseta para União Feminina para a Igreja Assembéia de Deus Sobradinho - Brasília

CARTAZ PARA MOCIDADE - UMADE

Criação de cartaz para união da mociade do campos do Ministério Edificar. Sobradinho - Brasília

CARTAZ PARA UNIÃO FEMININA - UFADE

Criação de cartaz para união feminina do campos do Ministério Edificar. Sobradinho - Brasília.

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segunda-feira, 11 de abril de 2016

A Tatuagem e a Igreja de Cristo

A Tatuagem e a Igreja de Cristo
 
Primeiro: Precisamos Ensinar o que a Bíblia diz!

Em Levítico 19:28, a Palavra diz: "Pelos mortos não dareis golpes na vossa carne; nem fareis marca alguma sobre vós. Eu sou o SENHOR".  

À primeira vista, esta palavra parece resolver a questão, parece dizer: o cristão não deve fazer nenhuma marca no corpo; tatuagem é pecado. Porém, o contexto revela que o motivo desta proibição era evitar que os hebreus se identificassem com a idolatria dos caldeus. Como parte de seus rituais aos falsos deuses, os caldeus usavam lâminas afiadas para marcar o corpo. Essas marcas, ou cicatrizes, estavam diretamente relacionadas com a idolatria e culto pagão. Essa orientação era tão específica que, nos versos anteriores, Deus também proíbe outras práticas, tais como: adivinhação e feitiçaria (26). O cortar o cabelo dos lados da cabeça (deixando um tufo de cabelo no meio da cabeça) e o aparar as pontas da barba de uma maneira específica (27) - tudo estava relacionado com os rituais pagãos. (Andrew A. Bonar, A Commentary on Leviticus, The Banner of Truth Trust, Carlisle. Pensylvania, USA. Pg. 352)
Sim, acredito que este texto fala contra o uso de tatuagens ou qualquer outra prática que nos identifique com algum tipo de paganismo, idolatria, imoralidade ou tribo anticristã. Porém, não podemos aplicar este texto contra a pratica da tatuagem de nossos dias, pois os tempos passaram e a conotação mudou. Hoje, a grande maioria daqueles que se tatuam não o fazem por motivos espirituais ou religiosos, mas meramente estético/ decorativo (assim como a maioria das mulheres furam suas orelhas e usam brincos). Sendo assim, esta prática acaba enquadrando-se dentro daquelas questões relacionadas à liberdade cristã (Rm 14 e I Co 6:12).
Segundo: Precisamos Aplicar os princípios de Romanos 14 e I Coríntios 6:12
Usando os princípios destes dois textos, devemos orientar o cristão que considera fazer uma tatuagem, a fazer a seguinte autoavaliação:

  1. Será que esta tatuagem irá glorificar o Senhor Jesus? Será que ela irá promover a minha pessoa ou a pessoa Dele? (6-8)
  2. Será que esta tatuagem irá edificar os meus irmãos? Será que ela não irá entristecer ou escandalizar meus pais ou irmãos mais fracos? (15-21 e 15:1-2)
  3. Tenho plena convicção em minha consciência de que isto agrada a Deus? (leia versos 22-23)
  4. Será que isto não irá me dominar? (I Co 6:12) Esta é uma pergunta muito pertinente, porque vemos que muitos não conseguem se contentar com uma ou duas tatuagens, porém, como que numa obsessão, vão cobrindo o corpo com desenhos e mensagens.
Terceiro: Precisamos Ajudar as pessoas a considerar a questão
Os meios de comunicação não ensinam nossos membros a pensar. Nossa cultura promove o princípio da ética inconsequente, que diz: Siga o seu coração! Faça o que der na sua cabeça!  Por isso, cabe aos pastores seguir o exemplo do Mestre que desafiava as pessoas a parar, observar, considerar e decidir (Mateus 6:25-32). A Bíblia diz que devemos viver com sabedoria (Pv 24:3). Por isso, precisamos ajudar aqueles que estão considerando fazer uma tatuagem a parar e pensar no seguinte: O que será que o bom senso e os fatos dizem a respeito desta prática? Abaixo, seguem dois fatos muito importantes.

  1. Muitos se arrependem de terem feito uma tatuagem. Um estudo realizado pela Associação dos Dermatologistas Britânicos revelou que um terço dos ingleses que se tatuam se arrependem de terem feito isto. Nos Estados Unidos, na cidade de Pittsburgh, uma clínica especializada em tratamento dermatológico a laser diz que, nos últimos anos, a procura pela remoção de tatuagens cresceu em 50 por cento! E que este processo é longo, doloroso e caro. (www.hersutah.com, artigo escrito por Peter Sullivan, publicado no Pittsburgh Post-Gazette em 1 de Agosto de 2012)
  2. A tatuagem cria uma barreira social desnecessária. Muitas pessoas veem com desconfiança alguém com uma tatuagem. Por isso, uma tatuagem pode custar uma boa amizade, namoro, emprego, oportunidade comercial ou, pior, a oportunidade evangelística ou ministerial. Dr. Michael R. Mantell disse: "O mundo está dividido em dois tipos de pessoas: aqueles que têm tatuagem e aqueles que têm medo das pessoas tatuadas. Honestamente, eu fui criado entre este segundo grupo. Afinal de contas, quem eram as pessoas que usavam tatuagem em Newark, New Jersey, onde cresci? Marinheiros, criminosos, membros de seitas estranhas, roqueiros e gente ruim." (San Diego Magazine, Agosto de 2009, A Psicologia da Tatuagem – www.sandiegomagazine.com)
Quarto: Precisamos Preparar a igreja para amar os tatuados!
Como já disse no início deste artigo: nos últimos anos a prática de tatuar o corpo tem se tornado cada vez mais popular. Tudo indica que esta moda veio para ficar.  Mais e mais receberemos visitantes e novos membros com tatuagens bem místicas e mundanas. A igreja precisa ser preparada para receber os visitantes tatuados.  Assim como Jesus recebia e até comia e bebia com os publicanos e pecadores, nós devemos receber os tatuados no amor de Cristo. E, caso Deus os alcance com Sua graça é obvio que devem ser integrados ao corpo de Cristo sem nenhuma reserva. Para isto, precisamos ajudar os membros da igreja, especialmente os mais preconceituosos, a buscarem em Deus sabedoria e amor para superar suas fraquezas, e aprender a ver as pessoas como Deus vê (I Samuel 16:7); aprender a ver, por trás das tatuagens, uma pessoa criada à imagem e semelhança de Deus, ver uma alma que vale mais do que o mundo inteiro. Que Deus nos ajude a fazer tudo isto pela Sua graça, para Sua glória!

Fonte: http://www.ministeriofiel.com.br/artigos/detalhes/449/A_Tatuagem_e_a_Igreja_de_Cristo

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

COMO ESTAMOS CRIANDO NOSSOS FILHOS


Queria informar que não sou nenhum especialista em criação de filhos mais que DEUS tem me incomodado nos últimos tempos em relação a criação de deles no que se refere à educação secular quando a espiritual.

EDUCAÇÃO SECULAR

Percebemos que as crianças de hoje estão sendo criadas pelas escolas, pela televisão, pela sociedade, pelas empregadas domésticas (nada contra a classe) menos pelos PAIS que são os responsáveis legítimos deste mandamento dado por DEUS e aplicado através de leis como por exemplo o Estatuto da Criança e Adolescente - ECA.

Devemos entender e deixar claro em nossas mentes que a educação sempre foi atribuída aos costumes vividos na intimidade do lar e a criança não faz outra coisa se não ser reflexo do ambiente onde está.

Preparar filhos melhores para o mundo é o sonho de todo pai, porém exageramos na dose quando deixamos isso a cargo de atividades extra curriculares onde a presença paterna e materna não são mais o ponto de ligação entre eles.

É de extrema importância impor limites, criar regras, saber dizer não, tudo isso ajuda a educar os filhos para serem cidadãos de bem.

Queremos como pais, demonstrar que a educação é  somente aquela passada através do nossos próprios exemplos de vida e achamos que isso é suficiente, digo a vocês que a sim uma grande verdade nesta afirmativa, porém ela não pode ser o único argumento a ser usado.

Em meu tempo de criança, era comum nossos pais desligarem a televisão em certos horários ou em determinados programas mandava sairmos da sala. Hoje acredito que esta realidade eta praticamente extinta nos lares, a liberdade ou permissividade chegou a patamares muito elevados onde cerca de 30% dos conteúdos pornográfica são consumidos por crianças e adolescentes.

Não estou criando aqui uma ideologia que devemos criar nossos filhos em redomas de vidros, porém precisamos sim impor limites, para que no futuro não sejamos cobrados pela sociedade e principalmente por DEUS em relação à educação que estamos oferecendo aos nossos filhos.

No meu ponto de vista pai e mãe modernos não são aqueles que tem orkut, facebook, twitter, blog Pai/Mãe modernos são aqueles que procuram investir na educação de seus filhos se aproximando deles, ouvindo-os quando estão tristes, lhe dando o colo quando estão sofrendo ou quando simplesmente estão meio "de mal com a vida". 

Pai/Mãe modernos não se enclausuram longe dos problemas, mas acreditam no potencial deles, além de um bom amigo os pais tem que saber qual a sua posição dentro do lar. Você é PAI então seja PAI, imponha respeito e autoridade. MÃE, seja MÃE. Ame, cuide, ouça, fale, incentive.

EDUCAÇÃO ESPIRITUAL

Estamos vendo uma geração de filhos que estão vivendo um sério conflito interno vivendo uma educação falida e sem norte, ministrada ao longo de vários anos pelos próprios pais ou até mesmo por irmãos dentro da Igreja.

Antigamente se falava que uma pessoa ao nascer em um lar evangélico estava nascendo em berço de ouro, hoje tenho sérias dúvidas em relação a esta afirmativa.

Nossos jovens tem sonhado no dia em que herdarão a sua liberdade e sairão de suas casas porque não aguentam mais a convivência com seus pais, vão a igreja porque são obrigados, recebem uma educação cristã totalmente pré-histórica com a seguinte filosófica: “isso você não pode”,  com isso criamos uma outra sociedade dentro das igrejas “a do porque eu não posso”.

Esta geração que estamos criando, esperam somente o tempo certo de tomar as rédeas da sua própria vida e se tornarem livres “em seu pensamento”, e conhecer um mundo novo, repudiando a tudo aquilo que foi lhe ensinado pelos seus pais.

Fazendo parte de entidades ou sociedades como Associação dos Ateus e Agnósticos – ATEA, onde os pensamentos implícitos são de repudio a DEUS ou de um conhecimento superior que eles preferem não se manifestar por falta de capacidade intelectual.

Onde quero chegar com este texto, é que precisamos ensinar os nossos filhos a amarem o LAR onde vivem e ao DEUS que eles servem sem precisar aterrorizá-los, precisamos enraizar nos corações deles que somos seus parceiros e que DEUS é o maior companheiro de sua vida, e quando meu filho estiver com um problema em relação ao que estão sentindo sobre ir ou frequentar a Igreja, devemos saber administrar de forma sensata esta situação.

O futuro de nossos jovens depende de como estamos criando eles hoje, só assim poderemos ter noção de como serão no futuro homens com ou sem compromisso DEUS.

Há algum tempo atrás estava discutindo com minha esposa em um tom de fala exagerado e que trouxe sérios reflexos no comportamento dos meus filhos.

O reflexo foi imediato um gritando com outro sem nenhum respeito e amor de irmãos, e comecei a perceber que aquilo não era falta de educação ou desobediência da parte deles mais sim um reflexo do comportamento dos pais.

Então decidi juntamente com minha esposa a não termos mais este tipo de discussão na frente deles, a mudança foi imediata percebemos que tanto o seu comportamento estava sendo afetado como também a percepção de casamento que estávamos passando para suas mentes.



Pais, apreendam a ouvir a voz de DEUS nos momentos corretos e o que ele quer nos ensinar, que esta mensagem possa ajudar a muitos Pais a se posicionarem de forma mais inteligente dentro dos seus lares que você PAI seja o SACERDOTE do seu lar e você MÃE seja a adjutora que DEUS pediu que você seja.

Escrito por:
Éder Campos

Deus matou 42 jovens só porque chamaram o profeta Eliseu de careca?

O texto que relata o ocorrido com o profeta Eliseu, e 42 jovens que foram mortos por duas ursas (II Reis 2. 23-25), é comumente usado pelos críticos de Deus para demonstrar como Deus é maligno, como mata por qualquer coisa banal, prazerosamente. Mas, como sempre, a leitura desse pessoal é bem superficial. Não analisam o texto, não fazem a mínima interpretação e não avaliam o que realmente o texto diz e, por isso, fazem juízo de valor errado e ainda influenciam muitos a fazer o mesmo. Por isso, irei analisar esse texto e mostrar se realmente Deus prazerosamente matou 42 jovens apenas porque chamaram Eliseu de calvo (careca).
Deus-matou-42-jovens-so-porque-chamaram-o-profeta-Eliseu-de-careca
(1) O texto apresenta alguns detalhes importantes a considerarmos antes de taxarmos Deus de injusto nesse caso: Eliseu estava em um caminho, fazendo uma viagem, sozinho: “Então, subiu dali a Betel; e, indo ele pelo caminho, uns rapazinhos saíram da cidade…” (2 Reis 2.23). Observe que esses rapazinhos “saíram da cidade” no encalço do profeta Eliseu, que estava em uma estrada seguindo viagem. Interessante observar que a Bíblia cita que 42 deles foram mortos mais à frente. Ou seja, existia um grupo com mais de 42 jovens perseguindo o profeta Eliseu. A questão é: Para que finalidade um grupo tão grande de jovens se reúne para perseguir uma pessoa? Esperaram para abordar o profeta numa área mais deserta com que objetivo? Teriam eles boas intenções? Evidente que não!  Assim, vemos claramente que o profeta Eliseu estava correndo perigo e estava em grande desvantagem diante de um grupo de jovens mal intencionados que buscava fazer algum mal contra ele.
(2) Quando Eliseu foi abordado por esse grupo no caminho, provavelmente em uma área deserta e de mata – pois a Bíblia relata que as ursas saíram do meio de um bosque – o grupo o hostilizou dizendo o seguinte: “uns rapazinhos saíram da cidade, e zombavam dele, e diziam-lhe: Sobe, calvo! Sobe, calvo” (2 Reis 2.23). A expressão “sobe, calvo” não quer dizer apenas uma zombaria por Eliseu ser careca. A palavra “sobe” empregada por aquele grupo, zomba do ministério profético de Eliseu, fazendo uma comparação injusta com o profeta Elias que “subiu” ao céu em um redemoinho (2 Reis 2.11). Em outras palavras, aqueles jovens estavam zombando da autoridade profética de Eliseu.
(3) Diante desses fatos o profeta ficou acuado diante de um grande grupo de jovens mal intencionados que, além de estarem reunidos covardemente contra Ele, ainda colocaram em xeque sua autoridade profética dada por Deus. Diante disso, a única saída vista por Eliseu foi recorrer ao seu Senhor em oração. E é nesse momento que Deus intervém: “então, duas ursas saíram do bosque e despedaçaram quarenta e dois deles. (2 Reis 2.23). A ofensiva dessas duas ursas conteve o ânimo maligno desse covarde grupo de jovens, que não conseguiu atentar contra a vida do profeta. Fica a pergunta: Se Deus não tivesse agido rapidamente, o que esse grupo poderia ter feito ao profeta? Deus foi injusto em defender um servo seu contra jovens mal intencionados?
(4) Assim, esses jovens não foram mortos por Deus porque chamaram Eliseu de calvo, mas como fruto de suas ações malignas e covardes diante de um servo de Deus. Assim, não houve injustiça alguma da parte de Deus.


REFLEXÃO SOBRE O ASSUNTO
O HOMEM FOI CRIADO COMO UM SER MORAL LIVRE
Quem disse que não podemos pensar, pesar, perguntar, questionar, discordar e até mesmo arrancar uma página da Bíblia Sagrada para bolar (usando como seda) um cigarro de maconha? Não se assustem pelo que estão lendo! Eu já vi isso acontecer bem pertinho de mim há uns 20 anos atrás!
Deus nos deu o Livre Arbítrio (direito de escolha) e podemos fazer o que quisermos, entretanto, a mesma Palavra de Deus declara solenemente: “Alegra-te, mancebo [jovem], na tua mocidade, e anime-se o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração, e pela vista dos teus olhos; sabe, porém, que por todas estas coisas Deus te trará a juízo” (Eclesiastes 11:9).
ELISEU FOI SALVO PELA PROVIDÊNCIA DIVINA
Aqueles jovens iam dar cabo da vida do santo profeta de Deus de forma zombeteira e covarde, mas a sua missão não tinha sido concluída (a de Cristo sim!). E mesmo assim, quem somos nós para questionarmos uma ordem ou decisão divina? Lembrem-se: nós não somos oniscientes, mas Deus o é! Por que o Senhor pouparia a vida de um bando de marginaizinhos homicidas que jamais iriam se converter aos retos caminhos de Deus? O Soberano do Universo conhece o fim desde o princípio (ver Isaías 46:9,10) e sabe quem são os Seus verdadeiros filhos (ver São João 10:1-30). Sabe até quantos fios de cabelos temos em nossas cabeças! (ver São Mateus 10:30).
UMA ANALOGIA (HIPOTÉTICA)
Qual seria a sua reação (mesmo sendo cristão) se encontrasse 42 pivetes violando os corpos (forçando, estuprando) das mulheres de sua família? Difícil, não é mesmo?
ALGUNS RELATOS BÍBLICOS
Vocês se lembram o que fez Moisés quando viu um egípcio maltratando um hebreu? (ver Êxodo 2:11,12). Como pôde o homem que receberia as Tábuas de pedra contendo os Dez Mandamentos da Lei de Deus matar um ser humano porque “simplesmente” maltratava um escravo hebreu? Agora me aponte na Bíblia onde está a reprovação divina por causa desse ato de Moisés! Simplesmente não existe!
Lembram o que foi que Deus mandou Moisés fazer com os idólatras em Israel? (ver Êxodo 32:25-28).
Lembram o que aconteceu com os dois sacerdotes filhos de Arão (irmão de Moisés) Nadabe e Abiú que levaram fogo estranho ao altar do Santuário? (ver Números 3:4; 26:61).
Lembram o que aconteceu ao casal Ananias e Safira por terem mentido ao Espírito Santo? (ver Atos dos Apóstolos 5:1-5).
DE DEUS NÃO SE ZOMBA
“Não vos enganeis; Deus não Se deixa escarnecer; pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7).
DEUS É AMOR E JUSTIÇA
“Porque não tenho prazer na morte de ninguém, diz o Senhor, convertei-vos, pois, e vivei!” (Ezequiel 18:32).
DEUS É DEUS E PONTO FINAL!
“O Senhor é tardio em irar-se, e grande em misericórdia; perdoa a iniqüidade e a transgressão; ao culpado não tem por inocente, mas visita a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e a quarta geração” (Números 14:18).
“Vede agora que Eu, Eu o Sou, e não há outro deus além de Mim; Eu faço morrer e Eu faço viver; Eu firo e Eu saro; e não há quem possa livrar da Minha mão. Pois levanto a Minha mão ao Céu, e digo: Como Eu vivo para sempre, se Eu afiar a Minha espada reluzente, e a Minha mão travar do juízo, então retribuirei vingança aos Meus adversários, e recompensarei aos que Me odeiam. De sangue embriagarei as Minhas setas, e a Minha espada devorará carne; do sangue dos mortos e dos cativos, das cabeças cabeludas dos inimigos. Aclamai, ó nações, com alegria, o povo dÊle, porque Êle vingará o sangue dos Seus servos; aos Seus adversários retribuirá vingança, e fará expiação pela Sua terra e pelo Seu povo” (Deuteronômio 32: 39-43).
“Havendo alguém rejeitado a lei de Moisés, morre sem misericórdia, pela palavra de duas ou três testemunhas; de quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue do pacto, com que foi santificado, e ultrajar ao Espírito da graça? Pois conhecemos Aquele que disse: Minha é a vingança, Eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o Seu povo. Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hebreus 10:28-31).
CONCLUSÃO
Deus é o único que pode tirar a vida do ser humano e permanecer inculpável. É um direito inerente da divindade por ser o exclusivo Criador do homem, inclusive fazendo-o à Sua imagem e semelhança!
O sexto mandamento proíbe ao ser humano atentar contra a vida de seu semelhante. Mas a vida que Deus nos dá pode ser retirada por Êle, como e quando lhe aprouver! Deus é Deus e não há outro semelhante! Seu caráter é perfeito e Suas sábias decisões são inquestionáveis e irrefutáveis!
LOUVADO SEJA O NOME DO SENHOR!

terça-feira, 23 de abril de 2013

Espírito Santo: "Um coadjuvante na Igreja moderna"

Estou preocupado com o perfil da igreja do século XXI.

Fala-se muito em avivamento, mas, na verdade o que está havendo é muito barulho e pouca manifestação genuína do Espírito de Deus em nosso meio.
Existe muita gente despreparada em cima de nossos púlpitos introduzindo idéias criadas em suas mentes, ensinando o que Jesus não ensinou, falando o que Deus jamais falou.

Usar o nome do Senhor em vão, talvez seja o pecado mais cometido hoje. O que estão fazendo em nome de Deus, assusta até o diabo.

Tem gente fazendo coisas em nome de Deus que somente o diabo é capaz de fazer, introduzindo doutrinas as mais estapafúrdias, mais malucas, mais esquisitas, sem pé e sem cabeça, faladas em nome de Jesus e anunciadas no poder do Espírito Santo. Mas nem Deus acredita nessas coisas!

O Espírito Santo que deveria ser o protagonista, o nosso mentor, hoje se tornou um personagem coadjuvante e quase extinto em nossos cultos e em nossas deliberações.

A paixão pelo evangelho vem se desvanecendo. A cada dia surgem homens de Deus, que subordinam seus ministérios a esquemas administrativos.

O preparo ministerial está longe da realidade bíblica. A escolha de um pastor para assumir uma determinada igreja já não é mais decidida através da oração, mas sim através de Lobby.

Homem de Deus é formado em cursos e faculdades teológicas, e bem preparados em congressos e seminários.

A igreja usa e abusa de métodos para crescimento.(alias nunca existiram tantos) O marketing nunca foi tão explorado em beneficio da igreja.

Não existe nada de errado em preparar nossos pastores em faculdades, quem dera todos tivessem esta oportunidade.

Não há nada de errado em esquemas de crescimento e marketing, tudo isso seria ótimo se o Espírito de Deus tivesse liberdade para cumprir o seu papel em nossas vidas, em nossas igrejas e principalmente em nossas resoluções.

O problema é que se percebe uma insatisfação generalizada na igreja de nossos dias.

A falta de intimidade com Deus está estampada na miséria espiritual dos membros de nossas igrejas.

Hoje é difícil distinguir um membro de igreja dos membros de clubes mundanos. Não há sinal de novo nascimento.

Os homens de Deus perderam suas identidades. Vida de oração foi sufocada pela correria do dia a dia.

O que importa hoje é chegar na frente na maratona da vida que nos leva a uma conquista de cargos, posições, status, recheados de muito dinheiro.

A política nunca foi tão importante em nossas igrejas, a ponto de criar verdadeiras batalhas na escolha de seus representantes que arvoram sempre a idéia de interesse do reino, desde de que ele seja o candidato oficial.

A igreja não está preocupada com o diabo, muito menos com o pecado, o que deixa nossos lideres inquietos é o fato de um ímpio estar ocupando o lugar que poderia ser dele.

Deus não depende, nunca dependeu e jamais dependerá de políticos para cumprir seus propósitos.

Por favor, acordem! Deus continua dependendo de homens cheios do Espírito Santo, que preguem com autoridade de quem tem uma vida santa e o firme propósito de engrandecer o nome do nosso Senhor Jesus Cristo.

Bons pregadores entregando lindos sermões em igrejas belíssimas, não darão conta do recado.

Sem o poder do Espírito Santo que dá liberdade aos cativos nada será mudado. Educação, conhecimento, talento ou capacidade não pode curar os males deste mundo.

Cantores treinados, com vários CDs gravados, pregadores com um punhado de credenciais impressivas, cultos opulentos de televisão, tudo isso faz com que o diabo ria. As coisas que impressionam o mundo não impressionam a Deus.

Não lutamos contra a carne e sangue, mas contra principados e potestades, contra os poderes das trevas, contra a maldade espiritual nos lugares celestiais.

A maldade espiritual não será vencida por credencias frívolas, humanas, nem por esquemas políticos.

É vencido somente pelo poder do Espírito Santo. As nossas decisões precisam ser tomadas mediante consulta e aprovação do Espírito Santo.

Atenção Lideranças evangélicas: não façam do Espírito Santo um coadjuvante nas decisões a serem tomadas em suas instituições.

Eu sonho com o retorno de uma liderança evangélica onde os homens de Deus antes de tomarem decisões se “tranquem” em casa ou num sitio, ou seja, lá onde for e não saiam de lá enquanto Deus, eu disse Deus e não D
EUS mostrar os rumos a serem tomados.

Estou cansado de ver pastores da Tabula redonda, tomando decisões a respeito de uma obra que não é deles sem consultar o soberano estatuto desta obra, a Bíblia Sagrada.

Eu termino perguntando: O que estamos buscando na nossa caminhada?
Espero que o Espírito Santo possa voltar a ser o personagem principal em nossas vidas e em nossas deliberações.

Espero que tenhamos a plena consciência de que não temos o direito de manipular as escrituras para burlarmos regimentos que nos desfavoreçam.

Espero que Espírito Santo volte a ser o protagonista da nossa historia. O segredo da igreja, e o caminho para o avivamento continua sendo o Espírito Santo. 
 
LUIS CARLOS ALVES, é pastor da Igreja do Evangelho Quadrangular do Jardim Vergínia em Curitiba - PR

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012


Mensagem do DIA


terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O QUE EU POSSO OU NÃO POSSO FAZER


O QUE EU POSSO OU NÃO POSSO FAZER
LUCAS (8.4-8)

Hoje no trabalho estávamos falando sobre evangélico e certo tipo de coisas que o crente não deve participar.

Como por exemplo teve um amigo meu que tem e-mails que ele recebe que realmente não tem nenhum tipo de pudor no seu conteúdo, e eu o pedi para que não envia-se aqueles e-mails para mim.

E entramos em um questionamento o que o crente pode e não pode fazer ou ver, e teve uma mulher que é a secretaria da empresa, falando mais o Éder é um homem casado tem o livre arbítrio.

Ai eu falei para ela que realmente eu tenho o livre arbítrio, de escolher aquilo que vai agradar a DEUS ou aquilo que vai agradar o meu corpo.

É esta escolha que DEUS que nós façamos no nosso dia a dia, você pode fazer isso ou aquilo outro.


Porem as suas escolhas é que vão determinar a sua intimidade o seu relacionamento com DEUS e você pode ter certeza se o que você estiver escolhendo para a sua vida.

Se não for do agrado de DEUS você com certeza ira sofrer as conseqüências das suas atitudes.


CURIOSIDADE

A curiosidade na idade de vocês é algo tremendo é ou não é, só que temos que ter muito cuidado porque ela pode ser a fonte de perdição.

Enquanto estamos falando para nós mesmo que isso ou aquilo é proibido pela Igreja estamos falando para o nosso inconsciente que no mínimo aquilo pode ser interessante de alguma forma, ou legal.

O importante é que quando nós aceitamos a Jesus é necessário que o Espírito Santo mude os nossos valores, não é dizer para o seu amigo de colégio ou da rua que você não pode fazer isso ou aquilo outro, que ele esta lhe oferecendo é proibido.

É falar para eles que quando Jesus entrou na sua vida o transformou tirando a necessidade destas coisas que você (no caso seu amigo), pode fazer alguma diferença agora para mim não faz diferença nenhuma.
Você tem que parar e analisar e vê se o que você está fazendo ira agradar a deus e por isso eu não vou ter a curiosidade de experimentar, ou usar.

Pode deixar o povo lhe chamar de careta e tal, o que você tem que ter na sua mente e coração é que isso que eu estou prestes a fazer. Agrada a DEUS

Isso me faz ter mais intimidade com DEUS, ou só me afasta dele me entretecendo.


Uma outra coisa bastante importante é termos em nossa vida e no nosso coração uma terra frutífera para que o senhor possa vir e plantar a verdadeira semente e que esta semente possa gerar frutos.

Com certeza os seus pais fazem de tudo para lhes ensinar o caminho do senhor visando o melhor para a vida de vocês.

Porem vocês sempre tem a resposta na ponta da língua, á meu pai é chato, meu pai não me entende, não me compreende, não sabe das minhas necessidades.

É ou não, ou mudou, poxa meu pai não deixa eu jogar o meu windelevel, Resident Eveil, Fanal Fantasy.

As meninas poxa já tenho que ir dormir não posso nem atualizar o meu perfil no orkut, facebook, flirk, Sônico.

Poxa vocês já pararam para pensar, será que são os meus pais que estão ficando mais chatos ou eu que tenho me tornado mais dependente e começado a tomar minhas próprias decisões, sabendo agora o que é melhor para a minha vida.

É interessante que sempre temos uma resposta na ponta da língua para afrontar aquele que DEUS colocou para tomarmos conta e que temos uma responsabilidade enorme para com vocês.

A VIDA DO NOVO CONVERTIDO


A VIDA DO NOVO CONVERTIDO

Os Novos convertidos são aqueles que aceitaram a mensagem do Reino de Deus e como novos integrantes precisam de orientações, cuidados e dos primeiros rudimentos da Palavra de Deus.

Sendo considerados “meninos” necessitando de leite (Hb 5.12 e 13).
Nesta passagem, o texto remete aqueles que já tem muito tempo de Igreja e que já deveriam estar dando frutos, mais pela falta de conhecimento e busca da palavra do Senhor.
Ainda são considerados como meninos na fé, aquele que por algum motivo, não experimentou a verdadeira palavra de justiça do senhor.
Quando o novo convertido aceita a palavra de DEUS ele deve ser orientado na fé e como deve fazer para prosseguir neste evangelho.
1.      A primeira dificuldade que ele encontra: chama-se ADAPTAÇÃO, tudo é novo e ele começa o que eu costumo chamar de um processo de lapidação.
QUATRO COISAS QUE O NOVO CONVERTIDO DEVE SABER:
No início de caminhada com Jesus Cristo, há, pelo menos, QUATRO coisas importantes que ele, Novo Convertido, deve saber. São elas:
(1) - OS SEUS PECADOS FORAM PERDOADOS - A Bíblia apresenta a sua vida de outrora, como uma vida de escravidão ao pecado, mas diz também que você, agora, é servo da justiça divina – Rm 6:17-18.
(2) - AGORA VOCÊ É UMA NOVA CRIATURA EM CRISTO – II Cor 5:17 - O “velho” e o “antigo” têm a ver com a vida de outrora, ou seja, a vida que você tinha até o instante em que se decidiu por aceitar a Jesus como seu Salvador único e pessoal. “Nova criatura” ou aquilo que se fez “novo”, diz respeito à vida que você passou a viver desde aí – I Pe 1:3, 23.
(3) - DEUS AMA VOCÊ – Jo 3:16; Rm 5:8 - A maior prova do amor de Deus para com você e para com todo o mundo, é ter Ele permitido que o seu Filho Jesus Cristo padecesse e morresse para salvar-nos e reconciliar-nos com Ele – Rm 5:9 - Descanse no amor de Deus. Ele sempre faz o melhor em benefício de seus amados.
(4) - VOCÊ É FILHO DE DEUS – Rm 8:14-17 - O seu relacionamento com Deus mudou a partir de agora. A sua relação anterior com Deus era à base de criatura e Criador, réu e Juiz. Agora é diferente: Você é filho de Deus, é herdeiro dEle e co-herdeiro de Jesus Cristo.
CINCO COISAS QUE O NOVO CONVERTIDO DEVE FAZER, E QUE NÓS DEVEMOS BUSCAR AJUDA-LO A FAZER:
Após o Novo Nascimento para Deus é muito parecido com o nascimento físico, Assim como um bebê precisa de exercícios para crescer sadio e forte.
Da mesma forma, você, como um bebê espiritual, precisa exercitar-se, a fim de que seja espiritualmente sadio e forte o crente deve buscar maturidade espiritual, firmeza de fé, que obtemos através do estudo da Bíblia, comunhão com o Senhor, oração e obediência a Sua Palavra.
Esse cuidado deve ser observado pela Igreja com os novos convertidos.
(1) - ESTUDE A SUA BÍBLIA DIARIAMENTE – Mt 4:4; Sl 1:2 - O que o alimento (carne, arroz, feijão, massas, legumes, frutas e verduras) é para o corpo, o estudo piedoso da Bíblia Sagrada é para a sua alma. Além de enriquecê-lo espiritualmente através dum melhor conhecimento de Deus, o estudo diário da Bíblia lhe dará os meios de responder convincentemente àqueles que hão de indagar-lhe quanto à nova vida que agora você tem em Jesus Cristo.
(2) - ORE CONSTANTEMENTE – I Tm 2:1-2, 8 - A oração é como uma ponte ou uma grande avenida através da qual a terra se liga ao céu.
A oração é o mais eloquente e o mais humilde discurso da alma a Deus. Quando você ora, Deus intervém alargando as fronteiras de suas possibilidades. Quando você ora, você está dizendo a Deus que não pode lutar e vencer sem o auxílio dEle.
(3) - VIVA FIELMENTE - Vivendo num mundo em que os valores morais e espirituais são tidos em pouca conta, mesmo assim Deus espera que você viva fielmente diante dEle e diante dos homens.
Certamente que algumas vezes você será tentado a abandonar o ideal duma vida fiel a Deus e aos princípios do Evangelho, e a abraçar os princípios morais do mundo sem Deus. O que fazer no momento em que isto venha a acontecer? Resista. Não abra mão da sua fidelidade (Sl 101:6)
(4) - TENHA COMUNHÃO COM OS SEUS IRMÃOS - Como uma nova criatura em Cristo, você foi feito membro dum corpo: a Igreja. Assim como todos os membros dum corpo funcionam conjuntamente para o bem-estar de todo o corpo, assim também você deve contribuir com a edificação e progresso dos demais irmãos.
Eu gostaria que vocês me disse

A ORGANIZAÇÃO DO SERVIÇO RELIGIOSO

 
A ORGANIZAÇÃO DO SERVIÇO RELIGIOSO
INTRODUÇÃO

Estudaremos nesta lição, a importância da organização do serviço religioso no culto. Veremos qual a função dos sacerdotes e levitas, e, analisaremos seus deveres no culto ao Senhor. Havia três tipos de sacerdócio: o sumo sacerdote, os sacerdotes comuns e os levitas. Os sacerdotes tinham que ser descendentes de Arão. Os levitas descendiam de Levi. Segundo Champlin, todos os sacerdotes eram levitas, porém, nem todos os levitas eram sacerdotes (2001, p. 5201). Estes homens eram os responsáveis pela ministração do culto ao Senhor. Deus queria que Israel fosse uma nação santa, “um reino sacerdotal” (Êx 19.6). Assim, Deus “nomeou a Arão e seus filhos para constituírem o sacerdócio” (RENOVATO, 2001, p.113).

I - FUNÇÕES DOS SACERDOTES

O ofício sacerdotal judaico foi estabelecido pelo Senhor nos dias de Moisés (Êx 28.1, 41; 29.9,30; Lv 10.1,2; Nm 3.4; 1Cr 24.2) mas antes da instituição do sumo sacerdócio e do ofício sacerdotal, lemos do sacerdócio de Melquisedeque (Gn 14.18). Não há dúvidas que “funções” sacerdotais eram realizadas nos tempos prémosaicos pelo chefe da família como Noé, Abraão e Jó. Um sacerdote era um ministro autorizado que ministrava no altar e em outros ritos cultuais (VINE, 2002, p. 272). Segundo o dicionário exegético e expositivo do Antigo Testamento VINE, a palavra kõhen “sacerdotes” aparece 741 vezes no AT. Um sacerdote cumpria deveres sacrificiais, ritualísticos e cultuais. Ele representava o povo diante de Deus. Vejamos algumas atribuições dos sacerdotes:

  • Agiam como professores ou mestres da Lei (Lv 10.10,11; Dt 33.10; 2Cr 5.3; 17.7-9; Ez 44.23; Ml 2.6-9);
  • Discerniam a existência de lepra e efetuavam o rito de purificação “um tipo de médico” (Lv 13-14);
  • Determinavam os castigos por assassinatos e outras questões civis (Dt 21.5; 2Cr 19.8-11);
  • Eram os responsáveis pela ministração do culto ao Senhor (Lv. 16:1-32);
  • Serviam como intercessores entre o povo e Deus, e ofereciam sacrifícios pelos pecados, visando à reconciliação com o Senhor (Êx 30.7; Lv 16.11; 15-17; Nm 3.3; 2Cr 13.11);
  • Consultavam a Deus pelo povo, buscando discernir a vontade do Senhor (Dt 33.8; Nm 27.21);
  • Deveriam viver em santidade e ser irrepreensíveis no seu viver (Lv 21.16-21).

II - FUNÇÕES DOS LEVITAS

Os levitas foram os responsáveis pela solenidade da dedicação dos muros de Jerusalém após a reconstrução (Ne 12.27-29). Existe uma distinção óbvia entre os sacerdotes e os levitas. Na ordem hierárquica da cultura judaica, os levitas ocupavam o segundo lugar, após os sacerdotes, em comparação com os demais israelitas. (HARRIS, 1998, p. 780). Os levitas eram os descentes de Levi e os responsáveis pelos cultos de adoração a Deus. Somente os levitas estavam autorizados pelo Senhor a servir no tabernáculo.
Foi incumbência dos sacerdotes e levitas auxiliares (lembrando que todo sacerdote era levita, mas nem todo levita era sacerdote) consagrarem os muros de Jerusalém e liderarem novamente os trabalhos no Templo. Quem eram os levitas? Para não ser redundante, faço menção do ótimo estudo do Pastor Walter Santos Baptista, o qual nos aclara:
Levitas eram os membros da tribo de Levi, terceiro filho do patriarca Jacó. Formavam uma tribo separada, sem território, sem herança terrena porque gozavam do alto privilégio de ter o Senhor como seu quinhão, sua posse (Dt 10.9). Era a tribo dos sacerdotes (cohanim), descendentes de Arão, por sua vez descendente de Levi (Ex 29.44; Nm 3.10). Isso quer dizer que todo sacerdote (cohen) era levita levi), mas nem todo levita era sacerdote (Nm 3.6s).

 De conformidade com a legislação mosaica, alguns dos deveres dos levitas no tabernáculo são:

  • Levar a Arca da Aliança (1Sm 6.15; 2Sm 15.24);
  • Realizar vários serviços no tabernáculo (Êx 38.21; Nm 1.50-53);
  • Servir Arão e seus filhos “os sacerdotes” (Nm 3.9; 8.19);
  • Eram responsáveis pela música e liturgia no tabernáculo (Ne 12.27-29; 7.44, 67; 1Cr 15.16, 17, 22);
  • Eram os guardas do templo (1Cr 9. 26; 26.17);
  • No tempo de Esdras e Neemias ensinavam a Lei ao povo (Ne 8.7-8; cf. Dt 31.25; 33.10).

III - O CULTO DEVE SER CONDUZIDO COM REVERÊNCIA

O propósito do culto ao Senhor é de que ele seja glorificado e reverenciado como um Deus de amor, caridade e respeito. “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.” (Jo 4.23). Assim como nos dias de Esdras e Neemias, os cultos hoje são sistemas particulares de adoração religiosa com referências especiais a rituais e cerimônias. O culto é o ponto central de uma religião e eventualmente assume formas e símbolos que revelam mais claramente o caráter distintivo da religião. Dois fatores importantes do Culto a Deus encontramos no livro de Neemias:

  • Adorar a Deus. É a forma de prestarmos culto ao nosso Deus. Portanto, existem alguns propósitos no culto. No Antigo Testamento observa-se a maneira de adorar : (Êx 4.31; 34.8; Lv 10.3; I Cr 16.29; II Cr 7.3; Ne 8.6; Ec 5.1);
  • Ter comunhão. Podemos observar com clareza no livro de Neemias a comunhão entre os israelitas durante a reconstrução dos muros e depois também. É o vinculo de unidade fraterna, mantido pelo Espirito Santo, que leva os cristãos a se sentirem um só corpo em Cristo Jesus (II Co 13.13; I Jo 1.3). Do grego “Koinonia”, lat. “Comunicare”, significa “comunicar.” Comunhão também significa cooperação. Exemplos de adoração: (Hb 11.21; II Sm 12.20; II Cr 20.18; Jó 1.20).

IV - DEUS NÃO MAIS ACEITA SACRIFÍCIOS DE ANIMAIS

No AT o sacrifício de animais (Hb Thusia) era parte de um ritual que o sumo sacerdote realizava para purificar o povo israelita (Êx 30.7; Lv 16.11; 15-17; Nm 3.3; 2Cr 13.11). O sacrifício de animais não mais é aceito pelo Senhor, pois o maior sacrifício já foi feito através da morte de Cristo na cruz por nossos pecados (Jo 3.14-16; Ef 5.2; Hb 9.23-25; 10.12) Sabemos que os elementos para o culto e a adoração estão agora centrados na oração, no louvor, confissão de pecados, leitura bíblica, pregação, Ceia do Senhor e contribuições.

A PURIFICAÇÃO DOS SACERDOTES E LEVITAS
“E purificaram-se os sacerdotes e os levitas; e logo purificaram o povo, e as portas, e o muro.” (Ne 12.30)
O ato de purificar-se tem conotação com santidade de vida. Pensamentos, palavras e obras devem estar livres de qualquer coisa que torne o adorador “impuro”.
A condição de “pureza” deve ser primeiro vista na liderança da igreja, para em seguida ser imitada e buscada pelo povo.
Fico perplexo com o discurso de alguns líderes, que dão ênfase a uma pureza “doutrinária” (equivocadamente com ênfase em usos e costumes), mas vivem uma verdadeira anarquia moral.
São líderes impecáveis no discurso, mas reprováveis na prática.
CULTO E LITURGIA SANTA
Muitas das mazelas que contemplamos em nossos cultos são decorrentes do estado moral e espiritual caóticos em que vive algumas lideranças e igrejas.
O culto e a forma de realizá-lo (liturgia), deixou de buscar a glória de Deus, e agora serve aos interesses humanos da busca por cura, libertação, prosperidade, problemas de justiça, etc. As necessidades humanas estão presentes na grande maioria das mensagens e hinos, em detrimento de um louvor e de uma adoração que proclame as obras e os atributos de Deus.
Para manter alguns cultos “cheios”, a pregação da Palavra foi trocada por “atrações” ou por promessas de “bênçãos” aos espectadores ou clientes. Temos agora muitas templos cheios, mas igrejas doentes.
O culto perdeu a sua forma simples de ser, e agora, enquadrado na sua nova e moderna razão de ser (comercial), tem nomes atrativos, do tipo “Culto da Vitória”, “Culto da Conquista”, “Culto da Virada”, “Culto do Milagre” etc.
Pois é, templos grandes e cultos cheios, na cabeça de muitos é sinônimo de status e poder de liderança. É uma marca do sucesso ministerial. Puro engano e tolice.
Culto e liturgia restaurados, só serão possíveis quando a liderança e o povo forem restaurados, purificados e libertos dos seus pecados.
II. A DEDICAÇÃO DOS MUROS

1. A participação dos levitas. “E, na dedicação dos muros de Jerusalém, buscaram os levitas de todos os seus lugares, para os trazerem, a fim de fazerem a dedicação com alegria, louvores, canto, saltérios, alaúdes e harpas” (Ne 12:27). Era imprescindível a presença dos levitas na realização dos sacrifícios e na condução do culto ao Senhor. Eles eram encarregados de celebrar. Dentre eles havia os cantores, os instrumentistas, os compositores, bem como o regente. Eles eram os poetas, os compositores. Eles tinham uma grande contribuição na restauração do perfeito louvor na casa de Deus.
Observemos que, ao contrário do que se costuma dizer hoje em dia, “levita” não se confunde com o músico. Os filhos de Arão eram sacerdotes e todos os demais levitas foram encarregados dos mais diversos e variados serviços no tabernáculo e, posteriormente, no Templo, inclusive a parte musical. Portanto, não confundamos “levita” com “músico“.
Pode-se aplicar esse procedimento dos levitas aos obreiros da igreja de Jesus Cristo. Aqueles que estão encarregados de celebrar o culto ao Senhor devem levar o povo a adorar a Deus na beleza de sua santidade. O Culto ao Senhor precisa ser organizado e santo, não se pode fazer dele um espetáculo, cujos líderes ou dirigentes se portem como “animadores de auditório”. Tomemos, pois, o exemplo de Neemias e Esdras, homens que serviam e cultuavam a Deus com santidade e reverencia, e instavam o povo de Deus assim proceder.
2. a participação dos cantores. A dedicação do muro da cidade caracterizou-se pela alegria, louvor, e cânticos (Ne 12:24,27-29,35,36,40,43). O louvor faz parte da restauração do povo de Deus. Ele é praticado não porque é bonito e nos faz bem; nem porque ocupa um lugar no culto a Deus, ou porque serve para atrair as pessoas. O louvor é fruto de vidas consagradas. É a expressão viva do próprio Espírito de Deus pelos lábios de seu povo.
Os cantores faziam parte dos levitas (Ne 7:44); eles tinham dedicação exclusiva nesse ministério. Tinham um bom ouvido e uma boa voz. Eles eram escolhidos para conduzir os salmos. Eram os condutores do culto, pessoas especializadas.
 Não pode o povo de Deus, edificado e salvo pela graça e misericórdia de Deus, calar-se e deixar de louvar ao Senhor. É com tristeza que vemos, nos dias hodiernos, muitos que cristãos se dizem ser desprezarem, por completo, o cântico e o louvor, tanto que chegam atrasados aos cultos, depois do momento litúrgico do louvor. Aprendamos com Neemias e não permitamos que deixem de haver em nossas vidas espirituais os cantores que completam a obra de nossa edificação espiritual.

3. A purificação dos Sacerdotes e do povo. “E purificaram-se os sacerdotes e os levitas; e logo purificaram o povo…”(Ne 12:30).
Os sacerdotes se purificam. A Bíblia deixa claro que por ocasião daquela festa, os sacerdotes se purificaram. Curiosamente falando, os sacerdotes são citados primeiro na ordem de purificação. Isto não é de se estranhar, pois aqueles que ministram no santuário devem ser realmente os primeiros a estarem purificados diante de Deus. Ser um ministro não significa ter isenção de falhas. Por isso, é necessário que aqueles que estão à frente ao rebanho sejam sempre os primeiros a estarem diante de Deus puros, sem mácula, a fim de que, com seu exemplo de vida, possam ter autoridade para exortar o rebanho. Lembremo-nos de que há líderes que tem autoridade e a utilizam por força da função que possuem, mas seu exemplo de vida deixa a desejar; e há aqueles que possuem autoridade e a utilizam de forma correta porque sua vida tornou-se um referencial com base no exemplo que transmitem.
O povo se purifica. Além dos sacerdotes, o povo também se purificou para festejar ao Senhor. A liderança deu o exemplo de sujeição a Deus e o povo fez também a sua parte. Se por um lado os sacerdotes fizeram os rituais prescritos na Lei de Moisés para se purificarem, o povo entendeu que a purificação não deveria estar circunscrita ao campo sacerdotal, mas que individualmente, cada um dos habitantes de Jerusalém era responsável por sua própria purificação, para apresentarem-se diante do Senhor. Até as mulheres e crianças, que não eram contadas entre os homens, participaram da celebração (Ne 12:43). Deus não fez distinção entre quem era contado pelos homens e quem não era. Ele derramou a alegria em todos, pois todos estavam participando daquela celebração em nome dEle.[1]
Os sacerdotes e os levitas se purificaram e purificaram o povo. Isso nos dá uma lição: devemos chegar diante de Deus com vidas limpas e levantar mãos santas. Jamais poderá haver louvor e adoração se não houver dedicação de vidas ao Senhor. Somos uma nação de levitas e sacerdotes chamados para a adoração (IPe 2:9), por isso devemos ter uma vida purificada. O apóstolo Paulo assim nos exorta: “Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus” (2Co 7:1).
A santificação é parte integrante da vida cristã, e o cristão que não deseja a santificação está perdendo o temor a Deus. Todo crente compromissado com o Senhor deseja viver em santidade. A Bíblia Sagrada deixa claro que ser santo é uma exigência de Deus para aqueles que querem servi-lo - “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação…”(1Tes 4:3).
III - CELEBRANDO A DEUS PELA VITÓRIA
1. A festa de dedicação. Jerusalém viveu mais de cem anos debaixo de escombros. Agora a cidade foi restaurada, os muros foram reconstruídos e o povo celebrou com grande e intenso júbilo essa vitória. Todos os sacerdotes, levitas e cantores, deveriam vir, de todos os lugares, para a grande celebração. A liderança unida trouxe alegria entre todo o povo (12:43). A união do povo de Deus é uma grande causa de alegria e um símbolo de vitória. Naquela festa os líderes e todo o povo celebraram ao Senhor. Onde há união entre o povo de Deus, ali o Senhor ordena a Sua bênção e a vida para sempre. Não há adoração vertical sem comunhão horizontal. Não podemos cultuar a Deus de forma sincera se não amarmos os irmãos de forma verdadeira. Onde falta comunhão, inexiste adoração.
A festa de celebração ocorreu com:
* Muita alegria (Ne 12:43). A alegria é uma das marcas distintivas do povo de Deus. A alegria do Senhor é a nossa força (Ne 8:10). As celebrações do povo de Deus precisam ser festivas e cheias de grande júbilo. O evangelho que abraçamos é boa-nova de grande alegria. O Reino de Deus que está em nós é alegria. O fruto do Espírito Santo é alegria. A ordem de Deus para a Igreja é: “alegrai-vos!”.
* Muito louvor (Ne 12:27). A música foi e é usada para celebrar os grandes eventos da História. Os anjos cantaram alegremente quando Deus lançou os fundamentos da terra (Jó 38:7). Os anjos cobriram o céu para celebrar majestosamente o nascimento de Jesus (Lc 2:14). A descida do Espírito Santo no Pentecostes foi com um som como de vento impetuoso (At 2:1-4). A segunda vinda de Cristo será acompanhada pelo soar da trombeta de Deus (lTs 4:16). A música será o próprio clima do céu (Ap 5:5-13). Precisamos celebrar com grande júbilo as nossas vitórias. A vida cristã deve parecer mais com uma festa de casamento do que com um enterro. A música marca as grandes celebrações e vitórias do povo de Deus: Miriam cantou depois da travessia do mar Vermelho; Davi cantou ao trazer a Arca da Aliança para Jerusalém. Tiago diz: “Está alguém alegre? Cante louvores” (Tg 5:13).
É bom ressaltar aqui que o louvor que deve ser cantado na igreja deve ser baseado na Palavra de Deus, que é alimento para a alma da pessoa humana. Nessa base, a Palavra de Deus traz sua bênção à vida de louvor da igreja.
Um dos grandes problemas da música gospel é que muitos compositores são neófitos e rasos no conhecimento da teologia. Há uma profusão de músicas evangélicas extremamente pobres em conteúdo. Há outras músicas que chegam até mesmo a ferir os ensinos fundamentais da fé cristã. Precisamos ser mais criteriosos nessa questão. A música deve ser serva da mensagem. Ela é um veículo e não um fim em si mesmo. Há muita música no mercado evangélico que visa a mexer com as emoções e não proclamar a mensagem salvífica do evangelho. Precisamos reformar não apenas a teologia, mas também a música, pois esta deve ser um canal para o ensino da sã teologia. Cantar a Palavra ou cantar segundo a Palavra é que produz frutos dignos de Deus. Louvor é a Palavra fluindo na reunião da igreja. É a pregação cantada pelo povo de Deus. Cantar textos inspirados por Deus é levar a Palavra a multiplicar-se nas vidas. [2]

2. Uma liturgia santa e ordeira. Naquela ocasião festiva, Neemias pediu aos príncipes de Judá que subissem no muro e os dividiu em dois grandes coros com procissão. Cada grupo partiu em direções opostas. Os cantores seguiam à frente, e o povo acompanhava atrás dos líderes. Após rodearem o muro, encontraram-se novamente no Templo. Ali, finalmente, foi realizado o grande culto em ação de graças a Deus. Neemias e Esdras tiveram o cuidado de elaborar uma liturgia santo e ordeira, pois a Palavra de Deus ensina-nos que o Culto deve ser conduzido reverentemente. Não foi um espetáculo nem um culto de entretenimento; foi uma reunião de profunda reverência ao Senhor Jeová. Diferentemente de muitos cultos nos dias de hoje. Como bem diz o pr. Elinaldo Renovato, “não podemos transformar o culto divino num espetáculo deprimente”.
3. Os sacrifícios (Ne 12:43). Ao chegarem ao Templo, ofereceram “grandes sacrifícios” em meio a ruidosas manifestações de júbilo. O sistema sacrificial da Lei era apenas uma sombra do que Jesus iria realizar no futuro, através de Sua morte na cruz. Deus Pai enviou Seu Filho Jesus para ser o sacrifício pelo pecado. Obedecendo à vontade do Pai, Cristo entregou Seu corpo como uma oferta definitiva, permitindo que o pecado do homem fosse removido (Hb 10:5-10). Assim, Deus revogou o primeiro sacrifício, que dependia da morte de animais, para estabelecer o segundo sacrifício, que dependia da morte de Cristo.
Na Antiga Aliança, centenas de sacerdotes levitas ofereciam, continuamente, sacrifícios que “nunca jamais podem remover [apagar completamente] pecados” (Hb 10:11); mas o sacrifício de Cristo removeu os pecados, de uma vez por todas. Os sacerdotes araônicos ofereciam sacrifícios pelo pecado, dia após dia; Cristo sacrificou-se uma só vez. Os sacerdotes araônicos sacrificavam animais; Cristo ofereceu a si mesmo. Os sacrifícios dos levitas apenas cobriam o pecado; o sacrifício de Cristo removeu o pecado. Os sacrifícios dos levitas cessaram; o sacrifício de Cristo tem eficácia eterna. Assim, Cristo está agora assentado “à destra de Deus” (Hb 10:12; cf. Hb 1:3; 8:1; 12:2), o que demonstra que Ele completou Sua obra, obedientemente, e foi exaltado a uma posição de poder e honra.
Na Nova Aliança, não precisamos mais oferecer sacrifícios de animais ao Senhor. Todavia, devemos apresentar-nos a Deus como sacrifício vivo, santo e agradável que é o nosso culto racional (Rm 12:1).

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A ATUAÇÃO SOCIAL DA IGREJA

A ATUAÇÃO SOCIAL DA IGREJA

O nosso texto áureo está falando aqui de um período que ainda virá para o povo de Israel mais especificamente na grande tribulação, mas que também temos que analisarmos para os dias atuais.
É interessante ressaltar que a visão da nossa lição de hoje, não é mostrar para as pessoas onde procurarem a ajuda para estas pessoas.
Mas sim uma atitude da Igreja para erradicar a pobreza deste local, onde a Igreja deve participar de projetos que ajudem e auxiliem aos necessitados.
Muitos crentes acham que a igreja deve preocupar-se apenas com atividades “espirituais” ou religiosas, como a evangelização, deixando a esfera social para outras instituições, principalmente o Estado.
Entendemos que a evangelização e a ação social são partes essenciais e complementares da missão da igreja no mundo.
Cremos existirem abundantes argumentos bíblicos que apontam para o fato de que Deus quer dar plenitude de vida às suas criaturas, e essa plenitude inclui tanto o conhecimento de Deus e um relacionamento vital com ele, quanto o suprimento das necessidades humanas mais fundamentais no plano material.
Não só o desconhecimento de Deus, mas também a fome, a doença, a ignorância e a violência são fatores que atentam contra a dignidade humana. Portanto, a evangelização e a ação social devem caminhar lado a lado, como dois aspectos integrais da missão e do testemunho da igreja junto à sociedade.
Então não devemos olhar para Igreja só como um agente que ajuda a pessoa em oração, ou orienta ela a ir buscar ajuda dentro da congregação mais sim, ajudá-la em projetos, em capacitação.
Eu não estou falando aqui que a Igreja precisa dar dinheiro para estas pessoas, como o governo tem seus projetos sociais.
Mais se a Igreja disponibiliza-se, cursos profissionalizantes, para a sociedade, quer dizer desse para ela a ferramenta necessária para trabalhar, talvez conseguíssemos diminuir com a pobreza de uma determinada região.
 Eu tenho certeza que na casa de DEUS temos pessoas altamente capacitadas, para ministrar cursos, passar o seu conhecimento para aqueles que são menos necessitados ou que não tiveram acesso a mesma formação oferecida a VC.
Hoje infelizmente, a Igreja se esconde através de cestas básicas, e acha que esta fazendo obra social. Acho importante mais isso deveria ser um complemento da obra social que a Igreja faz.
Onde começou o problema ?
Antes da queda de Adão e Eva a terra dava seu fruto livremente, e Adão e Eva entendiam suas responsabilidades sob Deus e percebiam os benefícios da árvore da vida (Gn 2.15, 16).
O estado sem pecado de Adão e Eva não significa que eles estavam livres da obrigação de cultivar e guardar o jardim.
Antes, a obrigação de lutar pelo seu sustento estava entremeada no mandato e criação. Contudo, desde a queda, a terra passou a negar seu fruto e o homem se tornou irresponsável na execução de sua tarefa de domínio:
“maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás” (Gn 3.17b-19).
A pobreza existe em todos os países, pobres ou ricos, mas a desigualdade social é um fenômeno que ocorre principalmente em países não desenvolvidos.
 Resolver o problema é o desafio dos governos desses lugares. No entanto, não é tão simples quanto parece.
 O filósofo Karl Marx (1818-1883), interpreta a miséria como um instrumento utilizado pelas classes dominantes.
 Para ele, a desigualdade é resultado da divisão de classes – entre aqueles que detêm os meios de produção e os trabalhadores, que só têm a força de trabalho para garantir a sobrevivência.
É interessante que por onde o Ap. Paulo passava, havia uma mudança no comportamento daquele povo não era apenas uma ajuda esporádica, mais sim permanente, onde as vidas das pessoas eram transformadas.
Os bruxos e feiticeiros queimavam seus livros, as pessoas que doravante compravam e gastavam dinheiro com magia agora contribuíam na casa de DEUS.
Eu fico impressionado com o testemunho que o Pr. Elias deu, que agora as lideres de Igreja se preocupam é com a receita, ta dando receita mantém aberto, não esta fecha.
Hoje lideres de Igrejas fazem alguma coisa sempre visando lucro, sempre pensando no que aquilo ali, terá de beneficio para si mesmo.
E a bíblia nos adverte sobre estas obras são consideradas como “obras mortas, que devemos nos arrepender dela”.
Nós como cristão fazemos a boas obras como resultado da presença do Espírito Santo dentro de nós que nos impulsiona  a fazer a obra de DEUS.
Pense sempre em receber o louvor de DEUS para a sua vida e não o dos Homens, não espere do homem, mas sim de DEUS.
O rei Salomão também fala desta dissonância entre o rico e o pobre. (Pv. 14. 20-21, Pv. 18:23)
O tema justiça social ganhou novo fôlego com a vinda do Messias. O Senhor Jesus disse: “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas” (Mt 7.12).
Devemos tratar as pessoas da mesma maneira que gostaríamos de sermos tratados. As atividades sociais devem acompanhar a obra da evangelização como resultado da nova vida em Cristo.
O brado dos profetas encontrou guarida no seio da Igreja. (AT. 10:34). Deus sempre determinou um tratamento igualitário, a respeito e apoio aos mais necessitados.
(LV 19:9-10). Aqui nós vemos a passagem, que demonstra muito bem a passagem de Rute, que após a colheita ela vinha atrás recolhendo o que ficou.
Devemos também não usufruir de 100% da nossa colheita mas sim de 90% deixando uma parte para os necessitados.
Eu sei que você gastou muito para obter a sua colheita, seu esforço físico, mental, entre outros aspectos, mais Deus ensina que devemos deixar um pouco para os mais necessitados.
II – Questões Sociais no AT
1 – Os ricos e os pobres em Israel
No Antigo Testamento, uma das funções dos profetas era a denúncia contra a nação quando os necessitados eram negligenciados, pois esse tipo de injustiça feria a santidade de Deus (Jr 34:8-11,16,17).
A injustiça social, o suborno que torcia a justiça para exercer poder contra os pobres, a exploração dos comerciantes sem escrúpulos, o desprezo aos menos favorecidos (órfãos e viúvas), a exploração dos latifundiários, uma vida luxuosa contrastando ostensivamente com a miséria dos indigentes, tudo era alvo da crítica profética
Sempre houve em pobres em Israel, esta pobreza decorria de vários aspectos que poderiam ser desastres naturais, guerras, colheitas ruins, desvios espirituais que sempre acarretavam na disciplina de DEUS.
E nestes pontos pela lei de Moises, os mais ricos deveriam assistir os mais pobres, quer dizer deveriam ajudar aos mais necessitados. (DT. 15:11)
2 – A escravidão em Israel
Mas isso infelizmente não acontecia, os mais ricos ficava só nos assistia sem ajudar os mais necessitados e os mesmos sem condições de pagar as suas dividas se colocava ele e sua família a escravidão.
A escravidão fazia parte do cenário contemporâneo judaico, mas a legislação mosaica modificou seus rigores e tomou providencias para seu fim em condições generosas.
Era diferente do povo de outras nações que os exploravam vilmente.
O escravo judaico ele se vendia ao seu irmão por um período que não se passa de 6 anos (Ex.21.2 , DT 15.1). Ao findar este período era feito então a remissão da sua divida, e o seu irmão deveria dar-lhe condição para iniciar uma nova vida.
* Ex 23.10-11: a cada seis anos o proprietário não poderia plantar na sua terra - era o chamado ano sabático - e no sétimo havia o descanso da terra, sendo que o que crescesse nesse ano não poderia ser colhido pelo proprietário, mas deveria ser deixado para os pobres.
* Ex 23.6: advertência aos juízes para que não pervertam a justiça para prejudicar os pobres.
Neste período só tinha uma exceção que era no ano do Jubileu  (Lv. 25.10), que mesmo ele devendo o que fosse ele e sua família eram libertos.
III – O NOVO TSTAMENTO E AÇÃO SOCIAL DA IGREJA
No Antigo Testamento, a riqueza estava concentrada nas mãos dos reis e de suas cortes. Assim, quanto maior luxo havia na corte, maior era a carga de tributos sobre os súditos do rei para financiá-lo.
Além disso, os ricos exploravam os pobres tomando suas propriedades em troca de pequenas dívidas, para aumentar suas posses, e os donos primitivos das terras eram vendidos como escravos ou aprisionados por tempo indeterminado.
No Novo Testamento, a acepção de pessoas também é combatida veementemente por DEUS, (TIAGO 2.1-5);
3. Precisamos ouvir a voz de Deus. A solução para a pobreza deve ser respondida à luz do que a Bíblia diz sobre a condição caída do homem, e os fatores que criam as condições para a pobreza. Deus determina que o crente cuide dos pobres, para negar isso, deve-se negar toda a Bíblia: “Executai juízo verdadeiro, mostrai bondade e misericórdia, cada um a seu irmão” (Zc 7.9) e “O que oprime ao pobre insulta aquele que o criou, mas a este honra o que se compadece do necessitado” (Pv 14.31). Deus instrui o crente a oferecer socorro aos oprimidos, famintos, presos, cegos, estrangeiros, viúvas e órfãos. Nossa prioridade máxima, no cuidado aos pobres e necessitados, são os irmãos em Cristo (Gl 6.10). Jesus equiparou o cuidado com os irmãos na fé como se fossem a Ele próprio (Mt 25.40,45). A igreja primitiva estabeleceu uma comunidade que se importava com o próximo, que repartia suas posses a fim de suprir as necessidades uns dos outros (At 2.44,45; 4.34-37). A diaconia foi instituída para cuidar dos necessitados (At 6.1-6). Deus quer que os que têm em abundância compartilhem com os que nada têm para que haja igualdade entre o seu povo (2 Co 8.14,15; cf. Ef 4.28; Tt 3.14). Tiago desenvolve sua teologia prática afirmando que a verdadeira religião é atender aos necessitados (Tg 1.27) e também que Deus escolheu os que são pobres, para a salvação (2.5).

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